Igreja celebra São José de Anchieta, apóstolo e copadroeiro do Brasil

Após canonização, o brasileiro tem despertado para a grandeza do nosso copadroeiro, afirma reitor do santuário nacional dedicado ao santo

Thiago Coutinho
Da redação

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São José de Anchieta dedicou-se à ciência e à vida consagrada com o mesmo ímpeto / Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, 9, a Igreja celebra São José de Anchieta, apóstolo e copadroeiro do Brasil. O padre jesuíta que chegou em tenra idade ao país — relatos históricos apontam que aos 19 anos — e que aqui levou uma vida de entrega e exemplo, digna de um santo. Foi canonizado por decreto assinado pelo Papa Francisco no dia 3 de abril de 2014, no Vaticano.

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O Santuário dedicado a ele, que fica no município homônimo, Anchieta, a 90 quilômetros de Vitória (ES), realizou de 31 de maio até esta quarta-feira, 9, a Festa Nacional de São José de Anchieta.

A programação do evento, por conta das restrições sanitárias impostas pela pandemia, foi transmitida em caráter virtual. Diariamente, fiéis ofereceram depoimentos sobre a devoção ao santo. 

“Depois da canonização de José de Anchieta, o povo brasileiro tem despertado para a grandeza do nosso copadroeiro do Brasil. Tenho visto que muitas paroquias têm feito, pelo menos, o tríduo de São José de Anchieta, quando não, novena”, detalha o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, padre Nilson Maróstica.

Uma vida de dedicação

A biografia de São José de Anchieta reforça seu caráter humanitário ainda no Brasil colônia. E mesmo àquela época, foi vítima de diversos problemas de saúde relacionados a pandemias e doenças endêmicas.

“O apóstolo do Brasil, com o seu grande trabalho missionário, veio trazer uma nova mensagem de esperança ao povo. Como precisamos desta nova mensagem de esperança! A vida de José de Anchieta foi uma superação e total entrega”, afirma o padre Alan Rudz de Carvalho Rebelo, pároco da paróquia São José, em Tremembé (SP).

O sacerdote destaca que, desde o nascimento, o Brasil pôde ter um santo que “palmilhou o chão de nossa pátria com seus pés descalços”, sempre com zeloso e esforço. Trouxe a grande esperança a tantos que não conheciam Jesus, como os índios, acrescenta. 

“Ao se defrontar com a realidade do Brasil, Anchieta soube se fazer pequeno com os pequenos, para assim torná-los grandes na ordem espiritual. Eis um caminho a ser seguido. Muitos estão olhando somente para si e esquecendo do sofrimento dos outros”, pondera padre Alan.

Padre Nilson recorda que São José de Anchieta tinha um grande apreço pela criação, por isso utilizou a ciência para praticar primordialmente o bem.

“Em cada cidade que ele passava, dada as visitas que precisava fazer às casas dos jesuítas, quando era provincial, ele ia até a ‘botica’ e coletava as receitas de remédios que os boticários dispunham. Assim completou uma coletânea de medicamentos para ajudar os povos que tanto sofriam naquela época. Ele era homem de Deus, e por isso sabia que deveria usar da ciência para ajudar a manter a criação”, assevera o sacerdote.

Graças a este conhecimento avançado que dispunha da ciência, São José de Anchieta, segundo padre Nilson, também é considerado patrono dos farmacêuticos.

Curiosidade: um amante das artes

Além de ter dedicado sua vida a cuidar dos mais necessitados e estudar ciência com afinco, São José de Anchieta também era conhecido por seu amor às artes. “Sim ele foi muito fecundo na sua criação literária. Por isso é chamado de Taumaturgo do Novo Mundo”, desvenda padre Nilson.

“Das doze peças de teatro (autos) que escreveu, nove foram aqui em Rerigtyba (Anchieta). Além disso, escreveu drama (O Drama de Golia) dentre outros. Também foi o responsável todo um catecismo em língua tupy. Ele usava essa sua facilidade para as artes a fim de evangelizar os povos indígenas com os quais tinha contato”.

Uma herança importante deixada pelo santo é a Gramática Tupy. “E que ficou conhecida como Nheengatu, cujo significado é ‘língua boa’”, explica o reitor do Santuário. “Ele reuniu palavras tupys faladas em todas as partes do Brasil e compôs a Gramatica em Língua Tupy. E hoje, a língua oficial dos povos amazônicos é o Nheengatu”, finaliza.

Oração a São José de Anchieta pelo fim da pandemia

No ano passado, o Santuário Nacional São José de Anchieta motivou os brasileiros a recorrerem à intercessão do santo pelo fim da pandemia. O padre jesuíta Felipe de Assunção Soriano compôs a “Oração a São José de Anchieta nas Epidemias”. Uma maneira de rogar por sua intercessão nestes tão difíceis dias pandêmicos. Confira abaixo;

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Fonte: Canção Nova
Data: Wed, 09 Jun 2021 13:11:30 +0000

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