Em BH, fiéis celebram 40º aniversário de falecimento de Irmã Benigna

Em missa presidida neste sábado, 16, arcebispo de BH destacou o testemunho da Serva de Deus

Da redação

dom walmor missa irma benigna reprodução youtube irmã benigna Em BH, fiéis celebram 40º aniversário de falecimento de Irmã Benigna

Dom Walmor de Oliveira/ Foto: Reprodução Youtube Irmã Benigna

A Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) celebrou, neste sábado, 16, o 40º aniversário de falecimento da Serva de Deus Benigna Victima de Jesus. A missa aconteceu na Catedral Cristo Rei – que está em construção e é a “igreja mãe” da Arquidiocese – às 10h.

O presidente da celebração foi o arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

“Hoje, reverenciamos o dom da vida da Irmã Benigna, sobretudo a vida dela plenificada ao entrar no Reino dos Céus”, disse o prelado no início de sua homilia. De acordo com o arcebispo, ao celebrar a Serva de Deus e rezar pedindo sua beatificação, é preciso frisar duas coisas: a consolação e o testemunho.

Consolação e Testemunho

Segundo Dom Walmor, a consolação surge da certeza de que os fiéis podem contar com uma intercessora. “Os santos intercedem por nós na presença de Deus. Consola-nos o amparo de saber que Irmã Benigna é nossa intercessora”, ressaltou.

Ao falar sobre o testemunho, o prelado frisou que ele é uma interpelação, um desafio. Se a consolação vem da certeza da intercessão, a interpelação, de acordo com o bispo, vem do testemunho.

“A devoção à serva de Deus coloca a Igreja toda diante do desafio de dar testemunho. O testemunho de Irmã Benigna é algo atual. É marcado por uma expressão bonita, simples e desafiadora do Papa Francisco: ‘Igreja em saída’”.

Leia também
.: Primeira imagem da Irmã Benigna em 3D será apresentada neste sábado

Missionária de verdade

O arcebispo de BH recordou que Irmã Benigna vivia na rua, “não batendo perna”, mas “gastando a sola do sapato”, indo ao encontro dos que precisavam.

“Uma mulher negra e exemplar. É uma missionária de verdade”, defendeu. Para Dom Walmor, a religiosa é o que a Igreja mais precisa. “Ela traz o desafio enorme da força do testemunho de ir ao encontro para despertar o desejo do amor de Deus.”

O prelado apontou que hoje muitos corações estão distanciados do amor de Deus, por isso a necessidade de uma Igreja que “vai de casa em casa”, de uma Igreja em saída.

“Nossa Igreja precisa de modelos de discípulos e discípulas como Irmã Benigna para produzir uma grande reação missionária”, declarou o bispo.

Dom Walmor citou a desigualdade social, a violência, o ódio pelos extremismos como realidades que não são cristãs. Para ele, os cristãos brasileiros precisam lutar contra esses males.

missa irma benigna reprodução youtube irmã benigna Em BH, fiéis celebram 40º aniversário de falecimento de Irmã Benigna

Imagem de Irmã Benigna no altar em BH/ Foto: Reprodução Youtube Irmã Benigna

Sínodo

Neste final de semana, as dioceses de todo mundo realizam a abertura da fase diocesana do Sínodo sobre a Sinodalidade. Esta é a primeira das três fases que culminarão na assembleia em Roma em 2023.

O início do Sínodo foi então destacado pelo arcebispo de BH. Segundo o prelado, este Sínodo é sobre uma Igreja em que todos caminham juntos. A partir disso, Dom Walmor convidou os fiéis a olharem para Irmã Benigna e aceitarem os desafios que ela interpela:

“Fazer o que tem que fazer, cuidar do que tem que cuidar e ser uma Igreja em saída.”

Confiança em Deus

Dom Walmor citou a confiança em Deus como importante para os cristãos. “A nossa fragilidade humana precisa da lei para não nos deixar perder o rumo, mas como filhos e filhas de um Deus que é amor precisamos mais do que da lei, precisamos de uma justificação que vem de uma confiança em Deus”.

“Temos diante de nós uma Igreja de tantos santos e santas, além do testemunho benigno de Irmã Benigna. Ela nos chama atenção para cuidarmos do nosso testemunho. Cuidar do testemunho é cuidar da coragem de ir ao encontro, sair da zona de conforto, encontrar quem precisa da nossa presença e palavra”, sublinhou.

O testemunho nasce da experiência, destacou o prelado. De acordo com o arcebispo de BH, é o Espírito Santo que produz em cada homem e mulher o testemunho. A vida de Irmã Benigna, prosseguiu, para além daquilo que deveria cumprir e fazer, foi uma abertura à ação do Espírito Santo de Deus.

O bispo afirmou que faltam homens e mulheres com testemunho profético e amoroso, que caminham na direção da verdade e do bem.

Ter Irmã Benigna como inspiração

“Guardemos em nossos corações, Irmã benigna, uma mulher exemplar. (…) Pedimos insistentemente a sua beatificação. Ela será um amparo de intercessão. Que ela nos deixe incomodar: a que medida o nosso testemunho está provocando a força do amor, está seduzindo os corações para o seguimento de Jesus, para obras magníficas?”.

Dom Walmor exortou os fiéis a darem continuidade aos que os precederam, respondendo a questões importantes deste tempo. Cuidar do testemunho foi um pedido do arcebispo de BH.

“Nosso testemunho deve primeiro ser uma abertura amorosa e silenciosa ao Espírito Santo. Ele que nos modifica e transforma. Ao mesmo tempo, devemos olhar o mundo e, de forma corajosa, a exemplo de Irmã Benigna, ir ao encontro. Este é o grande segredo. Que ela nos inspire!”.

O post Em BH, fiéis celebram 40º aniversário de falecimento de Irmã Benigna apareceu primeiro em Notícias.

Fonte: Canção Nova
Data: Sat, 16 Oct 2021 14:53:40 +0000