Liturgia – 12-06-2021

LEITURA DO DIA

Leitura do Livro do Profeta Isaías (Is 61,9-11)

A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus.

Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.


EVANGELHO DO DIA

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas (Lc 2,41-51)

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.

Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.

Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.


PALAVRA DO SANTO PADRE

A admiração — eles “ficaram admirados” — e a aflição — “Teu pai e eu, aflitos” — são os dois elementos para os quais gostaria de chamar a vossa atenção: admiração e aflição. Na família de Nazaré nunca faltou a admiração, nem sequer num momento dramático como a perda de Jesus: é a capacidade de se maravilhar diante da gradual manifestação do Filho de Deus.

Admirar-se significa abrir-se aos outros, compreender as razões dos outros: esta atitude é importante para curar os deteriorados prejudicados entre as pessoas, e é indispensável também para curar as feridas abertas no âmbito familiar.

O segundo elemento do Evangelho sobre o qual gostaria de refletir é a aflição que experimentaram Maria e José quando não conseguiam encontrar Jesus. Aquela aflição que eles sentiam nos três dias em que perderam Jesus, deveria ser também a nossa aflição quando estamos distantes d’Ele, quando estamos distantes de Jesus. (Angelus, 30 de dezembro de 2018)

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